Está oficialmente aberta a Delegação de Chaves da associação, na Avenida do Estádio, por cima do Museu Ferroviário, em instalações cedidas pela autarquia.
Depois do habitual corte da fita e da bênção, pelo Padre Hélder Sá, seguiu-se uma cerimónia no auditório do Forte de São Francisco Hotel, em que foram dados a conhecer o historial da associação, as suas conquistas e lutas.
Presa Ramos, médico hepatologista, do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, informou a plateia acerca da problemática de uma doença cujos contornos são ignorados, sobretudo a Hepatite C. Mas, também em relação à Hepatite B o especialista se referiu, afirmando que sabe, por experiência própria, que há famílias inteiras afectadas, sem que o saibam, por esta ser uma doença que não tem sintomas e que, quando se manifesta, muitas vezes já os danos sofridos são imensos. “É necessário que todos façam o rastreio”, frisou.
“Mistura de Luther King com Barack Obama”
Emília Rodrigues, presidente da Associação, co-fundadora da mesma, diz que os amigos a definem como sendo uma mistura dos conhecidos líderes americanos por ter tido “um sonho” e por achar que “sim, podemos”. Emília não foi infectada pela doença, mas afectada pela mesma. Tendo fundado a associação, tem feito com que ela cresça e atinja os seus objectivos, apesar de a hepatite lhe ter levado a pessoa com quem a fundara.
“Ajudar, desmistificar, esclarecer”
Anabela Taveira, da Delegação de Chaves da SOS Hepatites, fez questão de frisar que tem uma equipa multidisciplinar, pronta para trabalhar, em regime de voluntariado, para que os doentes não tenham o pior dos sintomas – a solidão – , e para que se acabe com o ostracismo e a discriminação em torno dos portadores de hepatite. Essa equipa é composta por psicólogas, enfermeira, advogada, terapeuta reikiana e assessora de imprensa.
“Mobilização notável”
O presidente da Câmara de Chaves mostrou-se sensibilizado pelo número de pessoas que assistiram à cerimónia e também pela mobilização em regime de voluntariado em torno daquela causa. Acima de tudo, sensibilizou-o a gratidão que as responsáveis da SOS Hepatites manifestaram pela cedência das instalações, sentimento que se justifica por Chaves ter sido o primeiro município a ter tal generosidade. O autarca disponibilizou-se para ajudar ainda mais, por forma a que a Delegação de Chaves atinja os objectivos a que se propõe.
ZÉ PEDRO – “COMO FIGURA PÚBLICA NÃO FAÇO MAIS QUE A MINHA OBRIGAÇÃO”
O guitarrista/fundador dos Xutos e Pontapés atraiu as atenções durante o jantar e, depois, na festa de angariação de fundos a favor da SOS Hepatites. Já
foi portador de Hepatite C e fez questão de frisar que não são só os comportamentos de risco que estão associados à doença, e que é preciso acabar com os mitos em torno da mesma, para que os doentes afectados sejam realmente ajudados e não postos de parte, como tem vindo a acontecer. É por isso, justificou, que é padrinho oficial da SOS Hepatites, pois como figura pública sente que deve dar a cara por esta causa.
No decorrer do jantar, foi leiloado um quadro do pintor flaviense Nuno Duque, que, desde há muito, apoia a Associação, e cujos fundos reverteram a favor da mesma.
Fotos:
Emília e Zé Pedro com a equipa de Chaves;
Zé Pedro, durante a festa distribuiu autógrafos e simpatia
Fonte:
http://www.intransigente.com.pt/noticia.php?id=1058&cat=2&sub=7