Desenvolvimento Pessoal

O Desenvolvimento Pessoal está relacionado com o trabalho de cada um no desenvolvimento das suas competências.

Na escola trabalhamos competências cognitivas e, nas áreas em que vamos apresentando mais dificuldades, ensinam-nos a exercitar mais para adquirirmos e consolidarmos essas competências. Mas, o aspecto cognitivo/intelectual não é tudo o que temos. Aliás, pessoas extremamente inteligentes apresentam, não raro, dificuldades nos relacionamentos pessoais e na gestão de sentimentos. Ora, aqui entra o tão falado conceito de Inteligência Emocional (QE) que está directamente ligado à forma como percepcionamos as coisas (momentos e situações de vida) e gerimos as nossas emoções.

Segundo o dicionário on-line da Porto Editora Emoção é uma reacção psíquica e física (agradável ou desagradável) em face de determinada circunstância ou objecto, por vezes traduzindo-se em modificações da respiração, da circulação e até das secreções. Ou seja, perante determinado acontecimento de vida a nossa mente faz uma associação com momentos anteriores e acciona os neurotransmissores relacionados com a associação realizada. A partir daqui podem ocorrer duas situações: por um lado, se a situação é experiênciada como negativa, os neurotransmissores vão enviar sinais neuronais que permitem a libertação das hormonas associadas ao stress, assim, entramos em estado de alerta/luta ou fuga, para reagir a tal situação. No entanto, quando o acontecimento de vida é tido como positivo, o sinal enviado é para que as hormonas da felicidade e do prazer sejam libertadas, proporcionando-nos momentos de equilíbrio e paz.

Ora, o que é vida? Para além de respostas filosóficas, teológias, científicas que nos vão tentando explicar o porque de estarmos aqui, uma coisa é óbvia: a vida é um conjunto de acontecimentos/momentos aos quais reagimos.

O hábito e a crença de que nascemos para sofrer faz com que física e mentalmente estejamos sempre alerta e prontos para lutar ou fugir consoante as necessidades do momento. Contudo, nesse estado não nos apercebemos das coisas positivas que vão acontecendo à nossa volta. Se, por ventura, o “destino” nos presenteia com algo bom, logo retrucamos: “hum… vai vir algo menos bom e em breve”. E acontece, dirá o leitor! Ora, com certeza que acontece! Porque? Porquê estamos à procura de algo negativo e, diz o ditado popular com a sua sabedoria, “quem procura sempre alcança”! E assim vivemos num ciclo vicioso de dor e sofrimento, num aparente desconforto, que nos é confortável, pois é o que conhecemos…

No entanto, surgem momentos na vida que nos fazem duvidar de tudo. Inclusivamente de se temos mesmo que viver sofrendo. Olhamos à nossa volta e as coisas parecem não fazer sentido. É o estar “no fundo do poço”. Mas é ai que obtemos o impulso de olhar para dentro e perguntar: “Quem sou eu”?

Por norma, a resposta a tal pergunda prende-se ao ambiente familiar e à profissão, contudo, não somos a nossa família nem o nosso trabalho! Estamos além disso! Somos mais do que isso!

É, então aqui, que o crescimento se faz sentir. O crescimento pessoal, de mim para mim. Revemos as nossas atitudes… as raízes das nossas crenças… os nossos valores… os nossos comportamentos… E descobrimos que afinal temos vivido ao sabor da vida do outro. Para nos sentirmos bem socialmente deixamos cair as nossas verdadeiras características e fomos nos moldando e encostando aos outros. Por isso, é tão dificil estarmos sozinhos… não sabemos quem somos, quando aqueles que nos rodeiam não estão presentes. Ora, quem sou eu? O que realmente gosto de fazer? Quais são os meus valores? Como é para mim ser feliz? O que tenho que fazer para que isso aconteça? Quando vou agir? Só assim ganhamos consciência de nós próprios e crescemos.

Desta forma, o Desenvolvimento Pessoal foca o autoconhecimento, porque quando nos conhecemos sabemos quais são as nossas capacidades e as nossas limitações. E tornamo-nos conscientes dos nossos actos, responsabilizando-nos pelos acontecimentos da nossa vida! Tornamo-nos melhores pessoas, melhores amigos, melhores profissionais. Até porque passamos a viver o no Aqui e no Agora. A nossa mente já não associa os acontecimentos de vida presente com os acontecimentos do passado, a nível neurológico há um bem estar constante. Os momentos mais dificieis são vistos como desafios. Se é preciso chorar chora-se no momento, aqui, agora, sem que haja um acumular de emoções que nos deixem cair.

Este não é um percurso fácil, mas no fim brilhamos e irradimos tanta luz como o Sol! E ao longo deste caminho encontramos várias pessoas empenhadas no seu melhoramento, conscientes de que cada bocadinho em que for melhor contribuirá para um Mundo mais feliz.

Um bem haja e uma salva de palmas a todos aqueles que estão neste processo.

E nós, Saber & Sorrir, estamos aqui para ajudar e contribuir para o seu Crescimento e vê-lo brilhar!